Olá! o/
Essa
é a primeira resenha desse blog e para começar bem, nada melhor que um livro
mais que perfeito como “A Menina Que Roubava Livros”, de Markus Suzak.
Eu
terminei de lê-lo há duas semanas e sem dúvida, foi um dos melhores livros que
já li. Sei que muitos também já leram e o espaço de comentários está ai para que vocês nos contem o que acharam.
Um
dos grandes diferenciais dessa narrativa (vocês já devem saber) é o personagem
narrador: a Morte, que se mostra, surpreendentemente, melancólica e compassiva
com as almas que é obrigada a levar.
O
enredo é doce e suave. A história se desenrola devagarzinho, aos poucos, para
que você saboreie e conheça os personagens cada um ao seu tempo. De vez em
quando, a Morte nos dá um vislumbre do que está por vir, atiçando sua
curiosidade.
Requer
uma leitura atenciosa, de forma que alguns leitores podem achar o início do
livro meio devagar e confuso, mas eu lhes garanto que vale a pena continuar.
Liesel,
uma criança alemã, encontra nossa narradora pela primeira vez num trem a
caminho de sua nova casa, onde vai morar com uma família adotiva. É nessa
ocasião que ela rouba seu primeiro livro: O Manual do Coveiro. A menina não
sabia ler, mas o livro significava para ela a última vez que viu o irmão. Ela
sofre sua perda e a separação da mãe, tentando se adaptar à nova família e aos
vizinhos da rua Himmel. Com o tempo, aprende a ler e escrever. Aprende o poder
das palavras e rouba mais alguns livros, a até escreve um. Um livro que só a
Morte lê.
Trecho do Prólogo:
“Seu livro o foi pisoteado várias vezes quando começaram a limpeza e, embora tivesse havido ordens de que se limpasse apenas a confusão de concreto, o objeto mais precioso da menina foi jogado num caminhão de lixo, e foi nesse ponto que me senti obrigada. Subi na caçamba e o peguei com minha mão, sem me dar conta de que o guardaria e o olharia milhares de vezes, ao longo dos anos. Observaria os lugares em que nos cruzássemos e me deslumbraria com o que a menina viu e a maneira como Sobreviveu.”
A
história apresenta aos leitores uma visão de como pode ser simples a
felicidade. Um livro, uma música de acordeão, balas coloridas, futebol na lama.
Mostra como uma criança toma conhecimento do preconceito e das consequências de
uma guerra, da amizade e do que ela significa, do amor, do certo e do errado,
do herói e do vilão.
Nessa
maravilhosa obra, Suzak nos cativa com personagens humanos, nos fazendo rir,
torcer e chorar junto com Liesel.
Trecho da Pág. 116:
“Em quantos livros tinha tocado?Quantos havia sentido?Andou até o começo e fez tudo de novo, dessa vez muito mais devagar, com a mão virada para frente, deixando a palma sentir o pequeno obstáculo de cada livro. Parecia magia, parecia beleza, enquanto as linhas vivas de luz brilhavam de um lustre. Em vários momentos, Liesel quase puxou um título do lugar, mas não se atreveu a perturbá-los. Eram perfeitos demais.”
A
menina, que no início da narrativa era insegura, cheia de medos e inocente,
cresce ao longo da história. Torna-se uma pessoa consciente de si mesma, dos
problemas de seus pais e de seu país, com senso crítico e que defende seus
valores e as pessoas que ama.
Eu
aprovo o livro e recomendo!!
Se
você já leu, deixe sua opinião nos comentários e até a próxima resenha! = )

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