quinta-feira, 25 de abril de 2013

O Perfume (Patrick Süskind)


O Perfume - Patrick Süskind

Ei pessoas! Tudo bem?

Vamos falar sobre “O Perfume” de Patrick Süskind, que eu li há um mês. Nunca tinha ouvido falar do livro, mas me atraiu por ser “a história de um assassino”.Foi um livro bastante surpreendente e nos apresenta uma nova visão sobre o mundo e sobre a sociedade.

Jean-Baptiste Grenoille nasceu, por ironia, na rua mais fétida de Paris, embaixo de uma mesa de peixaria. Ironia, porque ele não tem cheiro nenhum! É isso mesmo, Grenoille nasceu sem odor e, mais ironicamente ainda, com um olfato superdesenvolvido.


Por nascer sem nenhum cheiro, as pessoas o rejeitavam desde bebê, inconscientes do motivo que as fazia sentir tanta repulsa pelo lindo bebezinho francês.

Jean cresceu e guardava em sua memória todas as fragrâncias que sentira, adorava-as todas igualmente e sua brincadeira preferida era criar novos cheiros em sua mente.

Quando Grenoille conhece uma linda jovem ruiva em Paris, conhece o perfume mais maravilhoso e inebriante que já havia experimentado. Fica loucamente apaixonado e descobre a razão de sua existência: ele nasceu para criar o melhor e mais perfeito perfume do mundo!

E sua busca pelos ingredientes necessários começa! Uma busca inconsequente e mortífera que leva a história a um final incrível!


“As pessoas podiam fechar os olhos diante da grandeza, do assustador, da beleza, e podiam tapar os ouvidos diante da melodia ou de palavras sedutoras. Mas não podiam escapar ao aroma. Pois o aroma é um irmão da respiração – ele penetra nas pessoas, elas não podem escapar-lhe caso queiram viver. E bem para dentro delas é que vai o aroma, diretamente para o coração, distinguindo lá categoricamente entre atração e menosprezo, nojo e prazer, amor e ódio. Quem dominasse os odores dominaria o coração das pessoas.”

Süskind, através dessa obra, nos trás uma crítica sobre a sociedade fútil e vulgar que exclui as pessoas por serem diferentes, pensarem diferentes ou “cheirarem” diferentes. Uma sociedade que estigmatiza e padroniza a “beleza”, rejeitando todos que não se enquadram no perfil.

É uma leitura muito agradável e envolvente. Recomendadíssimo!

E ai, já leu?

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